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- Produção de música online, como funciona?
A internet, assim como a tecnologia dos equipamentos de gravação, abriram a poucos anos a possibilidade de produzir sua música a distância. Não importa onde você esteja no mundo, se você tiver ao menos um smartphone atual, já é o suficiente para poder ter uma superprodução com o produtor que escolher, seja de onde for também, contando que este ofereça em seus serviços a “produção de música online”. Basicamente o serviço inicia quando o artista envia um áudio gravado pelo celular da sua música, seja apenas cantado acapella ou acompanhado de algum instrumento, como um violão ou uma guitarra, ou até um teclado. O produtor usara esse áudio então, para pensar em como a música será arranjada, quais instrumentos serão gravados. Nesta mesma etapa ocorre reuniões online entre artista e produtor para conhecer melhor as influências e o que o artista espera quanto a sonoridade de sua produção. Feito isso, o produtor grava e produz todo o instrumental da música, as vezes sozinho ou contando com músicos específicos para gravação de instrumentos diversos segundo a orientação e o arranjo do produtor. É de suma importância que um produtor musical que trabalhe a distância tenha conhecimentos de alto nível de mixagem, masterização, e engenharia de áudio. E o vocal? Como o artista grava? Neste caso há algumas opções que irei mencionar da mais simples a mais complexa. 1) O artista pode gravar a voz pelo celular ou utilizando o microfone embutido do fone de celular, de preferência no ambiente da sua casa que tenha menos reverberação, contrário de um banheiro que é cheio de reverberação. Uma boa opção é abrir o guarda roupa e cantar voltado para o interior. 2) Hoje em dia existem vários microfones Condensadores USB que podem ser plugados diretamente no computador, e utilizando qualquer software de gravação, como o Audacity que é gratuito. Basta depois exportar o vocal separado do playback da música que o produtor enviou anteriormente. 3) Se o artista mora em uma cidade que possui um simples ou até grande estúdio de gravação, ele pode locar 1 hora apenas para gravar o vocal conforme seu orçamento. Nesta opção a qualidade certamente será bem maior. O fato é que seja qual modalidade de gravação o artista escolher, o produtor estará sempre orientando e ajudando o artista a obter o melhor resultado! Quer fazer sua produção online? Basta acessar meu site http://www.alexandrelack.com e me enviar uma mensagem!
- Por Que Investir na Edição Profissional para Podcasts (Edição de Podcast)
Você já parou para pensar no impacto que a qualidade do áudio tem no sucesso de um podcast? Se você está produzindo conteúdo para artistas independentes, grandes produções, mercado corporativo ou eventos, sabe que o áudio é o coração da experiência do ouvinte. E é exatamente por isso que investir em edição profissional para podcasts não é apenas um luxo, mas uma necessidade estratégica para quem quer se destacar. Vamos conversar sobre isso? Vou te mostrar por que a edição de áudio faz toda a diferença, como ela pode transformar seu projeto e, claro, dar dicas práticas para você aplicar já! Por Que a Edição Profissional para Podcasts é Essencial? Você já ouviu um podcast com ruídos, pausas desconfortáveis ou volumes desiguais? Aposto que não voltou a ouvir aquele episódio, não é mesmo? A edição profissional para podcasts garante que seu conteúdo seja claro, envolvente e agradável do começo ao fim. Imagine só: você tem uma entrevista incrível, mas o áudio está cheio de ecos, interrupções e barulhos de fundo. Sem uma boa edição, todo o esforço pode ser perdido. A edição profissional corrige esses problemas, ajusta o volume, remove ruídos e cria uma narrativa sonora que prende a atenção do ouvinte. Além disso, a edição ajuda a manter o ritmo do episódio, eliminando pausas desnecessárias e melhorando a fluidez da conversa. Isso faz com que o público se sinta mais conectado e queira ouvir mais. Close-up de mesa de edição de áudio com fones e mixer Como a Edição Profissional para Podcasts Eleva Seu Conteúdo Você sabia que a qualidade do áudio pode influenciar diretamente na percepção do seu público sobre a sua marca ou projeto? Um áudio bem editado transmite profissionalismo, cuidado e respeito pelo ouvinte. Isso é fundamental para artistas independentes que querem construir uma base sólida de fãs, para grandes produções que buscam excelência e para o mercado corporativo que precisa passar credibilidade. Aqui estão alguns benefícios práticos da edição profissional: Melhora a clareza da voz: elimina ruídos e equaliza o som para que cada palavra seja entendida. Ajusta o volume: evita que o ouvinte precise ficar mexendo no controle de volume o tempo todo. Cria identidade sonora: com trilhas, efeitos e transições que reforçam a personalidade do podcast. Economiza tempo: você foca no conteúdo, enquanto o editor cuida da parte técnica. Aumenta o engajamento: um áudio agradável mantém o público ouvindo até o final. Se você quer que seu podcast seja levado a sério, a edição profissional é o caminho. Dicas Práticas para Melhorar a Edição do Seu Podcast Agora que você já sabe a importância, que tal algumas dicas para começar a aplicar hoje mesmo? Use um bom software de edição: Existem opções gratuitas e pagas, como Audacity, Adobe Audition e Reaper. Escolha o que melhor se adapta ao seu fluxo. Invista em um microfone de qualidade: A edição ajuda, mas não faz milagres com áudio ruim. Remova ruídos de fundo: Use ferramentas de redução de ruído para limpar o áudio. Corte pausas longas e erros: Deixe o conteúdo mais dinâmico e interessante. Ajuste o volume das vozes: Para que todos os participantes sejam ouvidos claramente. Adicione trilhas sonoras e efeitos com moderação: Eles devem complementar, não distrair. Faça testes de escuta: Ouça seu episódio em diferentes dispositivos para garantir qualidade. Seguindo essas dicas, você já vai notar uma grande diferença na qualidade do seu podcast. Eye-level view de estúdio de gravação com microfone e computador O Papel da Edição de Áudio para Podcast na Construção de Marca Você já pensou que a edição de áudio pode ser uma ferramenta poderosa para construir a identidade do seu podcast? A forma como o áudio é trabalhado pode refletir diretamente a personalidade do seu projeto e criar uma conexão emocional com o público. Por exemplo, um podcast voltado para o mercado corporativo pode usar uma edição mais sóbria, com transições suaves e trilhas instrumentais discretas. Já um podcast de artistas independentes pode apostar em uma edição mais criativa, com efeitos sonoros e cortes dinâmicos que transmitam energia e autenticidade. Além disso, a consistência na edição ajuda a criar uma experiência reconhecível para o ouvinte. Quando ele percebe que cada episódio tem um padrão de qualidade, fica mais propenso a se tornar um fã fiel. Se você quer elevar seu podcast a outro nível, considere investir em edição de áudio para podcast profissional. Isso pode ser o diferencial que vai transformar seu conteúdo em referência no mercado. Transformando Potencial Criativo em Resultados de Mercado Você tem um conteúdo incrível, mas sente que ele não alcança o público que merece? A edição profissional para podcasts pode ser a ponte entre o seu potencial criativo e o sucesso comercial. Quando o áudio é bem trabalhado, seu podcast ganha mais visibilidade, recebe melhores avaliações e atrai patrocinadores e parceiros. Isso porque o mercado valoriza qualidade e profissionalismo. Além disso, a edição permite que você adapte seu conteúdo para diferentes plataformas e formatos, ampliando seu alcance. Por exemplo, criar versões mais curtas para redes sociais ou episódios especiais com edição diferenciada. Lembre-se: investir em edição é investir no futuro do seu projeto. Com a ajuda certa, você pode transformar suas ideias em resultados concretos e duradouros. Hora de Dar o Próximo Passo na Produção do Seu Podcast Agora que você já sabe por que a edição profissional para podcasts é tão importante, que tal colocar tudo isso em prática? Comece avaliando a qualidade do seu áudio atual e identifique pontos que podem ser melhorados. Se precisar, busque ajuda especializada para garantir que seu podcast tenha o padrão que o mercado exige. Lembre-se: a excelência na produção musical e engenharia de áudio pode ser o diferencial que vai levar seu projeto para o topo. Não deixe que detalhes técnicos atrapalhem o brilho do seu conteúdo. Invista em edição profissional e veja seu podcast crescer, conquistar ouvintes e se tornar uma referência. Você está pronto para transformar seu podcast? Então mãos à obra! Quer saber mais sobre como a edição pode transformar seu podcast? Visite edição de áudio para podcast e descubra soluções que vão elevar seu projeto a outro patamar!
- O Futuro dos Estúdios e Produtores (2025–2026): entre a eficiência da IA e o “arrepio” humano
Relatório estratégico sobre produção musical, mercado e carreira na era dos agentes de IA. Por: Alexandre Lack (Alexandre Lachowski M. Sobrinho) Introdução: a mudança de paradigma (2025–2026) Com mais de duas décadas de estrada, vi o mercado fonográfico atravessar tempestades e calmarias: a fita deu lugar ao bit, e o bit se dissolveu no streaming. O que vivemos em 2025–2026, porém, não é só evolução técnica — é uma reconfiguração da existência criativa. Como costumo dizer: “a carroça virou carro”. Segundo análises do Goldman Sachs, estamos na cúspide de uma mudança estrutural. O objetivo deste relatório é oferecer um mapa para navegar nesta era em que a eficiência algorítmica tenta mimetizar o que chamo de Engenharia da Emoção. Para 2026, o equilíbrio é claro: usar IA para precisão logística e técnica, preservando o “arrepio” que só a verdade humana entrega com intuito de garantir o futuro dos produtores e estúdios. IA como “sistema operacional” da produção: cognição simbiótica Para Marco Argenti (CEO do Goldman Sachs), a IA deixou de ser periférica e passou a operar como um sistema operacional. Em 2026, a fronteira não é apenas o tamanho do modelo, mas a qualidade do contexto: saímos de modelos que “sabem tudo” para agentes que “lembram de você”, capazes de raciocinar sobre tarefas e conversas anteriores. Como sinal do avanço e do apetite do mercado por IA generativa, vale acompanhar o anúncio de investimento da Suno: https://suno.com/blog/series-c-announcement O limite físico: o “Gigawatt Ceiling” Esse avanço encontra um limite real: o teto de gigawatts. Em 2026, energia virou capital. As grandes empresas disputam não só dados, mas capacidade elétrica para sustentar data centers — o que aumenta a pressão por eficiência e retorno. Previsões estratégicas para 2026 (para estúdios e produtores) Futuro dos Produtores Agentes pessoais e autonomia: delegar logística (reagendamento, metadados, burocracias) para focar no que cria música: repetição, mantra e direção artística. Agente-como-serviço: o valor migra de “hora de estúdio” para consumo de tokens e orquestração de agentes. Aprender vira habilidade principal: o diferencial é reimaginar processos em simbiose com a máquina. Mega-alianças: consolidação em escala por infraestrutura e energia. Por que a IA não replica o “arrepio”: a anatomia do hit A máquina pode ser precisa, mas falha no essencial: o imperfeito. A conexão humana nasce da “sujeira” no timbre, da respiração fora do tempo, da hesitação que comunica vulnerabilidade. Na minha visão (e no que desenvolvo em Anatomia do Hit), técnica é veículo; emoção é combustível. A IA pode sugerir estruturas, mas não vive a história. Como sintetizo: “A IA pode simular o choro, mas nunca sentiu a lágrima cair.” Em 2026, o papel do produtor é proteger a alma: engenheirar o arrepio enquanto a IA otimiza a eficiência. Aprofundo essa ideia neste artigo: https://www.alexandrelack.com/post/producao-musical-com-ia-nunca-vai-replicar-o-arrepio Mercado global: números e tendências que mudam o jogo O mercado global de música gravada chegou a US$ 28,6 bilhões (+10,2%). Mas há tensão: o consumo de streams cresceu 2,5x desde 2017, enquanto a receita por stream caiu 20% e o ARPU caiu 40% desde 2016 (análises citadas no texto). Crescimento por região (IFPI 2023/2024) África Subsaariana: +24,7% (streaming pago em alta) América Latina: +19,4% (streaming = 86,3% da receita) Ásia: +14,9% (K‑Pop e economia do fã) Europa: +8,9% (mercado maduro) EUA & Canadá: +7,4% (40,9% do market share) A estratégia dos superfãs Para combater a queda do ARPU, o foco vai para segmentação de superfãs (potencial de US$ 4 bi até 2030). A disputa passa a ser valor percebido: diferenciar hit global de ruído ambiente. Brasil: hiper-localização, home studio e estúdio híbrido O Brasil cresceu 21% em 2024, consolidando-se como o 9º maior mercado. A produção descentralizou: home studio virou padrão na música independente. Estúdios híbridos + audiovisual Para 2026, o estúdio físico evolui para um centro de convergência audiovisual: captação já pensada para conteúdo vertical (TikTok/Instagram) e mix em Dolby Atmos como requisito crescente. Com a evolução dos setups híbridos, vale comparar abordagens e escolhas técnicas: https://www.alexandrelack.com/post/mixagem-e-masterização-analógica-versus-digital O produtor “one-person business” O produtor brasileiro atua como unidade completa: gravação, mix e estratégia. E, para sustentabilidade, estúdios migram de “hora” para modelos de incubadora/aceleração, participando do sucesso do artista. Framework S.I.N.G.: como labels e produtores evoluem S — Specialise (Especializar): nichos e sonoridades com profundidade. I — Innovate (Inovar): além dos DSPs; licenciamento ágil e novas proposições. N — Nurture (Nutrir): desenvolvimento artístico com tempo e cuidado. G — Guide (Guiar): produtor/label como mentor estratégico para navegar o ruído. Performance ao vivo: o “arrepio” real como ativo de luxo Direitos de performance cresceram 9,5%, superando níveis pré‑pandemia. Em um mundo saturado de conteúdo sintético, a presença física vira diferencial. A tecnologia deve proteger a música autêntica — e o “arrepio” segue como métrica que a IA não infla. Conclusão: eficiência com direção — e alma no centro A tecnologia em 2026 entrega eficiência sem precedentes, mas também ruído. Meu compromisso permanece: ajudar artistas e estúdios a encontrarem sua verdade. A IA é motor. A Engenharia da Emoção é direção. No fim, o que move o mundo é o arrepio de uma canção tocando a alma pela primeira vez — e isso não se automatiza.
- Anatomia do Hit: Por que a Inteligência Artificial nunca vai replicar o "Arrepio" (Produção Musical e IA)
Você sabe o que define um hit de verdade? Não estou falando daquela música passageira que explode no verão e desaparece no outono. Estou falando da música memorável. Aquela que, quando toca dez anos depois, te transporta imediatamente para um momento exato da sua vida. O Mercado Mudou: A "Carroça" virou "Carro" A produção musical com IA chegou chutando a porta. É uma tecnologia assustadora de tão eficiente. Ela cria letras, melodias e simula vozes com uma precisão cirúrgica. Mas a IA tem um limite intransponível: ela é fria. A máquina busca o perfeito, mas nós, humanos, nos conectamos com o imperfeito. A gente se apaixona pela "sujeira" no timbre, pela respiração fora do tempo, pela euforia real de um take vocal. A IA pode simular o choro, mas ela nunca sentiu a lágrima cair. A Engenharia da Emoção Vejo muitos novos produtores obcecados pela técnica, pelo plugin da moda, pelo prompt perfeito. Eles esquecem que a música é, antes de tudo, repetição e mantra. O segredo sempre foi a estrutura que hipnotiza. É o refrão que vira oração. A técnica é o veículo, mas a emoção é o combustível. O Papel do Novo Produtor (Produção Musical e IA) Com a bagagem de quem vive o mercado há mais de 20 anos, vi a transição do analógico para o digital e, agora, para o artificial. Minha conclusão é uma só: a tecnologia muda, mas a necessidade humana de sentir nunca muda. Hoje, meu papel como produtor e mentor não é mais apenas "apertar botões". Isso tornou-se commodity. Meu trabalho é ajudar artistas e estúdios a encontrarem a sua verdade em meio a tanto ruído digital. No final do dia, não vence quem tem o software mais caro, mas quem tem a melhor história para contar.
- Mixagem e masterização Analógica versus Digital
O mundo da música é um eterno debate entre o analógico e o digital. A tecnologia digital dominou o mercado, mas por que grandes artistas e produtores ainda insistem em gravar, mixar e masterizar com equipamentos analógicos? A resposta é simples: som . O processo analógico é um universo de imperfeições controladas, onde cada componente, contribui para uma sonoridade orgânica e rica . A mágica acontece quando um sinal de áudio passa por esses equipamentos. Eles adicionam harmônicos, saturação e compressão naturais que são únicos, criando uma textura e profundidade impossíveis de replicar digitalmente. Por mais sofisticados que sejam, os plugins digitais são apenas cálculos matemáticos que tentam simular a física do mundo real. Eles podem se aproximar, mas não conseguem capturar a alma e a imprevisibilidade do equipamento analógico. O Processo Híbrido: O Melhor dos Dois Mundos da Mixagem e masterização Analógica versus Digital Hoje, muitos profissionais utilizam um fluxo de trabalho híbrido, que combina o melhor do analógico e do digital. O áudio é gravado ou processado por equipamentos analógicos, como compressores e equalizadores, e depois é convertido para o formato digital, dentro de uma DAW (Digital Audio Workstation). Essa abordagem permite aproveitar a sonoridade única dos equipamentos analógicos com a flexibilidade e praticidade do mundo digital. No entanto, na mixagem e masterização analógica versus digital assim como no processo de captação, para que essa ponte entre os dois mundos seja eficiente, a qualidade dos conversores AD/DA (Analógico-Digital/Digital-Analógico) é crucial. Conversores de alta qualidade, presentes em interfaces de áudio e equipamentos profissionais, capturam a essência do sinal analógico com precisão, preservando toda a sua riqueza e nuance. Em contrapartida, conversores de interfaces de áudio mais baratas podem "esmagar" o som, resultando na perda de detalhes e dinâmicas, desperdiçando a qualidade do equipamento analógico. Em resumo, o analógico se destaca pela interação sutil de componentes físicos que adicionam corpo e dimensão ao som, enquanto o digital oferece a perfeita replicação de dados. A masterização analógica, por exemplo, eleva a faixa, tornando-a mais dinâmica e agradável. A escolha pelo analógico ou pelo híbrido não é apenas sobre tecnologia, mas sobre a busca por uma sonoridade mais autêntica e expressiva, algo que a tecnologia digital ainda está tentando alcançar.
- Afinal, alguém sente a diferença entre uma gravação em uma interface barata e uma cara sendo que a mesma grava em bits e sample rate iguais?
Afinal, é possível atingir a mesma qualidade de um grande estúdio com a tecnologia acessível? Pois bem! Que assunto complexo para a maioria né? Até para macacos velhos do áudio muita gente não sabe os fundamentos que distinguem seus próprios equipamentos fora o valor. E sabemos... como existe estúdios por aí hiper-equipados com proprietários ou filhinhos de papais ou magnatas entusiastas que simplesmente compram tudo do bom e do melhor mas, na prática, o resultado dos seus portfólios são piores que muitos suados e dedicados profissionais que literalmente tiram "leite da pedra" e entregam resultados melhores! But... essa foi uma comparação apenas superficial mas que apenas coloca em spot o conhecimento de cada um, mas vamos pensar na prática o que pode as vezes estar impedindo você de avançar um pouco mais na qualidade das suas mixagens e masterizações! Primeiramente gostaria de forma humilde falar sobre o assunto pois mesmo estando a mais de 20 anos na estrada, recentemente é que fui ter um conhecimento mais profundo sobre esse assunto particular que quero abordar, e que me deparei de forma pratica. Vamos começar pelo básico analisando a diferença entre uma interface de áudio baratinha e uma profissional: Bom, nesse caso os pontos principais que diferem interfaces simples e baratas (digo baratas mesmo) de interfaces profissionais para home studios até as interfaces que custam o valor de uma viagem para Bora-Bora com tudo incluso, são primeiramente 2 pontos de análise para simplificar. Pré amplificadores. Os pré amp de entrada, seja de mic XLR ou linha possuem grande diferença entre interfaces. O pré é o início da captação do áudio analógico que será enviado para dentro da interface, então ele precisa ser limpo, com ganho de entrada potente para que o áudio entre com o melhor sinal possível, e, principalmente sem ruídos, chiados, ou distorções. Conversor A/D - D/A (analógico para digital na entrada e na saída digital para analógico novamente). O conversor é papel fundamental em processar o sinal que entra analógico como um microfone ou uma guitarra, e transformar esse sinal em formato digital basicamente composto por código binário como 1010101010. Então pense, para que o áudio seja reproduzido de forma fiel ao que foi captado, o sistema de conversão precisa ser de alta tecnologia e alta resolução, o que chamamos de hi-end. Uma interface barata consequentemente terá conversores com componentes mais simples e para os ouvidos menos treinados pode parecer soar ótimo. Mas ai que entra o segredo que só na prática é possível perceber. Vou exemplificar sem querer denegrir ou exaltar marcas, até porque dependendo a linha do equipamento as coisas mudam. Quando comecei a trabalhar com áudio, gravação e mix e master em meados de 2003, tinha à disposição um equipamento que era excelente na época. A Digidesign 001 que rodava com o Pro Tools versão 5.1. Na época era uma qualidade excelente e ainda considero ouvindo gravações antigas um bom equipamento, mas que ficou para trás. Hoje a Digidesign virou a Avid que também deu segmento nas versões atuais do Pro Tools, uma das melhores DAWs do mundo e uma das mais usadas ainda na maioria dos estúdios (não vou entrar no assunto de qual DAW e melhor que outra ou se existe diferença entre elas). Pois bem, anos depois, meados de 2011, eu estava mais dedicado a outra empresa minha e resolvi comprar uma interface barata para fazer minhas produções em meu home studio. Na época era uma M-Audio M-Track das antigas. Posteriormente quando voltei ao mercado poucos anos depois adquiri uma Behringer UMC404HD, com pré amplificação Midas e achei excelente na época. Tempos depois e trabalhando bastante com a Behringer um grande amigo e produtor musical @wandleybala me falou sobre uma interface acessível que possuía um conversor de alta definição, então comprei a Audient ID4, uma interface pequena com uma entrada de mic e outra de linha, suficiente para o trabalho que realizava na época que se baseava em mixar e produzir em home studio clientes de fora do país que não exigiam várias entradas, gravava no máximo um violão, voz, guitarra, etc. Foi aí que percebi a grande diferença entre os conversores da Behringer e da Audient. Por mais que ambas trabalhassem com bits e sample rate iguais, acima de 96khz e 32 bits (float) o conversor da Behringer possuía uma deficiência nos extremos do espectro dos graves e dos agudos, entregando uma sonoridade imprecisa nos extremos, causando artefatos de áudio, distorções harmônicas indesejáveis, falta de um agudo transparente e um sub-grave macio e definido. Já a Audient tinha uma fidelidade incrível nessas regiões que são as mais críticas no espectro do áudio digital. Nessas altas e baixas frequências se escondem ruídos maquiados com o áudio resultante de uma falta de conversão de alta definição, que por mais que não sejam notados na soma, eles interferem diretamente no resultado da qualidade da sua mix e master por ocupar um espaço que pode ocasionar problemas de fase, frequências indesejadas, ocupação do headroom da sua mix, dentre outros fatores. Esse assunto resume-se ao uso de interfaces de áudio ligadas a um computador, diferente de conversores de áudio que não necessitam de um sistema operacional e podem ser endereçados a consoles e sistemas de gravação complexos e periféricos, mas que possuem o mesmo fundamento. Galaxy 64 Sinergy (U$ 10.000,00) x Behringer U-Phoria UM2 (U$ 90,00) Bom, agora que sabemos o papel dos pré-amplificadores da sua interface e do conversor de áudio, vamos passar para um assunto que é ainda mais complexo e que também pode impedir que o resultado do seu trabalho suba de nível. Quando gravamos em um ambiente mais simples, no contexto homestudio por exemplo, ocorre de trabalharmos com arquivos de áudio de terceiros, samples, loops, gravação com microfones mais simples, cabos de baixa qualidade ou cruzando cabos de energia (nunca deixe seus cabos de áudio cruzarem cabos de energia), alguns passam por mesas de som baratas sem necessidade, equipamentos como prés externos com problemas em algum componente, enfim... coisas cotidianas de um ambiente para quem não tem condição de ter um estúdio profissional, e que eu mesmo já me vi nessa situação no começo da minha jornada. Quando você grava algo nesse contexto, há grandes chances do seu áudio ser captado juntamente com uma espécie de ruído chamado DC Offset, que é gerado por situações como as que mencionei. Esse ruído fica integrado ao áudio e é inaudível, porém faz um baita estrago! Primeiramente ele tira a waveform do eixo. O que seria isso? Se você pensar em um gráfico de uma onda sonora você sabe que existe uma linha central que divide a polaridade positiva acima, da negativa abaixo. Normalmente esse áudio é centralizado nessa linha, porém o DC Offset desloca a onda tanto para cima quanto para baixo, causando problemas de fase, aumento repentino de volume ou perda, além de ocupar também um espaço fundamental no headroom da mix o que impede que você consiga masterizar de forma limpa com volume adequado e sem parecer que você foi ao máximo possível na master mas ela ainda soa pequena. Bom, o DC Offset não é identificável sem uma ferramenta de analise profunda de áudio, como o Izotope RX, ou um plugin que costumei utilizar recentemente muito bom vendido pela Plugin Alliance chamado SPL-HawkEye. Além de ele mostrar se há o DC Offset no seu áudio ele também mostra a real profundidade de bits do seu wav. Para remover o DC Offset é bem simples, existem ferramentas nativas da maioria das DAWs que possuem um plugin simples de remoção, como do Pro Tools, nativo da Avid, o DC Offset Removal. É só renderizar e pronto! Mas cuidado, se não houver o DC você pode acabar gerando aplicando a ferramenta pela simples inversão. Uma das ferramentas de análise do SPL HawkEye Agora vamos falar de um caso curioso que pode ocorrer e você nem estar sabendo! Muitas vezes você acha que está trabalhando com um ou mais arquivos de 24bits ou mais, porém com essa ferramenta do HawkEye chamada Bit Check a qual realmente mostra a resolução do seu áudio e desmascara se por algum motivo ele está maquiado em um formato de 24 bits porém não é a verdade, pois por algum motivo, seja por algum arquivo externo como um sample ou loop de má resolução, ou até mesmo um plugin antigo rodando em 32bits em um sistema de 64bits, ou até mesmo um plugin como um limiter que está com o dither ligado convertendo para 16bits mas no fim você exporta o áudio final em 24 bits e, até mesmo por culpa de configurações de projeto, drivers corrompidos, plugins free que não trabalham em 24 bits, ou uma infinidade de possibilidades que ainda não descobri pois me deparei recentemente com esse tipo de situação. Veja que na imagem acima importei uma mixagem para masterizar a qual o áudio dizia estar em 24 bits e 48.000hz mas ao analisar eu percebi que a informação do áudio limitava-se a no máximo 17 bits, ou seja, o espaço em vermelho entre 16 e 24 bits não contem nada senão puro ruído. O que dificulta o trabalho em uma masterização que além de ter tido perda de profundidade de informação do áudio, ainda contem ruído no fundo que provavelmente vai atrapalhar na hora de tentar obter uma master dinâmica, aberta, limpa, com profundidade para poder trabalhar com plugins emuladores de hardwares analógicos que dão vida ao digital assim como coloração. Vamos ver uma leitura correta de uma masterização feita dentro de um projeto em 32 bits float e 48.000hz. Áudio gravado provavelmente em 24 bits mas dentro de uma sessão de 32 bits, o que permite até a visualização em verde de informação acima (no gráfico abaixo) de 24 quase chegando em 32. A imagem acima demonstra uma boa captação fiel assim como uma exportação fiel ao formato sem interferência de algum agente que possa revelar uma surpresa com bits inferiores ao que acreditava ser 24! Poisé pessoal, assunto complexo, gostaria de detalhar mais algumas questões que se abrem, mas é de certa forma um resumo para todos prestarem a atenção do que pode interferir na qualidade final do seu trabalho sem saber o porque. Então pense só... interface barata com conversor de má qualidade + um ambiente cheio de cabos se cruzando, pessoas que tem mania de passar o áudio por uma mesinha Behringer, WattSom, Orion, com o pressuposto de já "timbrar" com o equalizador dessas mesas que só servem pra PA de igreja pequena, entrando na interface, e tendo que lidar com plugins de tudo que é tipo que as pessoas adoram inserir porque viram no YouTube mas mal sabem como funcionam. Resultado: catastrófico! Dúvidas e comentários é só deixar! Obrigado pela atenção e abraços a todos!
- Quer ser um artista famoso?
Vou citar os 7 passos para você que deseja ver sua carreira decolando: 1) Em primeiro lugar saiba que hoje o artista começa sendo seu próprio empresário. Você terá de correr atrás e aprender sobre o mercado fonográfico e como ele funciona atualmente; 2) Você precisará fazer um investimento inicial na produção musical de pelo menos 3 músicas de autoria própria. Nunca! Nunca contate um produtor musical falando que você não tem condições de pagar pelo serviço e gostaria de “fazer uma parceria”. Recebo em meus contatos muitas pessoas achando que eu vou ouvir a música delas e vou me comover com isso e fazer de graça. Isso é um desrespeito ao nosso trabalho de produtor pois exige muito estudo, conhecimento musical e tempo para fazer uma produção. Se você não tem recursos, existem inúmeras formas de você reunir o dindin! Faça uma Vaquinha online entre seus amigos e familiares, venda balas no sinaleiro, pense positivo e corra atrás, caso contrário sendo negativo quanto a sua capacidade em reunir o investimento, esse comportamento refletirá na sua carreira as vezes nem iniciando ela; 3) Contrate um produtor que lhe atenda bem, escute os trabalhos realizados por ele, e peça um orçamento. Lembre-se! Produção muito baratas é dinheiro e o seu sonho jogado fora! 4) Tenha perfil profissional em todas as redes sociais e nunca deixe seus perfis parados. Alimente-os! Procure aprender um pouco de marketing artístico, será fundamental. Enquanto sua música não fica pronta poste você cantando com um violão algum cover, mostre o seu talento de forma simples, mas também mostre como você é no dia a dia para que as pessoas simpatizem com seu jeito de ser; 5) Quando sua música estiver nas plataformas digitais você precisa já ter um público que te segue. Não precisa de milhares, mas se seu conteúdo é bem recebido e você também interage no perfil dos outros, suas chances aumentam. Divulgue então suas músicas e mencione que estão disponíveis em todas as plataformas digitais de música para serem ouvidas; 6) Faça o possível para divulgar seu trabalho, lembre-se, quanto mais fãs você for conquistando maior seguidores você vai obtendo. Isso da muita credibilidade para que agora você possa ligar para as rádios, das menores as maiores pedindo para tocar sua música! Rádios gostam bastante de sorteios e brindes. Se você tiver condições faça algumas camisetas personalizadas por exemplo. Não esqueça, tocar ao vivo em pubs e festivais é sempre uma ótima forma de angariar público; 7) Nunca desista, pois quando você estiver borbulhando por ai nas suas redes, canais, etc, é neste momento que você está pronto para chamar a atenção de uma grande gravadora que realmente invista em você. Isso também não é regra, sozinho hoje você consegue alcançar a fama gerenciando tudo sem depender de ninguém. A vida é cheia de surpresas! Boa sorte!
- Por que contratar um produtor musical?
Quando você decide gravar sua música seja você artista solo ou tenha uma banda o produtor é o cara que enxerga seu trabalho de fora. O produtor não é seu namorado(a), seu melhor amigo(a), sua avó, tia, ou a galerinha que você mostrou sua gravação demo. Não importa o quão bom músico você é, assim como não importa o quão mal você toca. A função do produtor é ouvir sua música, entender o que ela quer passar, e aplicar um conhecimento técnico que irá tornar sua música muito melhor. Não importa se ela já possui um arranjo ou esteja totalmente crua. No caso de uma banda, o produtor torna-se primeiramente um mediador entre os integrantes que possuem egos distintos e trabalha músico por músico. As bandas tem tendência a exagerarem nos arranjos, com introduções e solos intermináveis. Já os artistas solos são em sua maioria mais abertos na criação ou adaptação de arranjos. Produtor musical e dono de estúdio são coisas diferentes. No meu caso, como produtor, eu posso trabalhar tanto em meu estúdio e também em estúdios de preferência do cliente. Quando você contrata um estúdio de gravação sem um produtor musical, para o estúdio não importa se sua música é bacana ou não, se o seu arranjo é bom ou não, a função do cara sentado do outro lado da sala de gravação é apenas gravar o áudio, mixar e masterizar com qualidade. Isso não significa que sua música ficará boa no final. Quando você trabalha junto com o Produtor Musical, ele te acompanha desde a pré-produção, ele será sincero com você sobre o que funciona e o que não funciona, ele estará também presente nas gravações dirigindo as tomadas buscando sempre gravar o melhor take. Um estúdio trabalha por hora de gravação, então, quanto mais você errar, mais um estúdio ganha. Um bom produtor musical em primeiro lugar é musico também, multi-instrumentista, conhece todos os instrumentos e sabe onde eles se encaixam. Um bom produtor também é engenheiro de áudio, pois ele entende de mixagem, masterização, marketing artístico, tem os meios de registrar sua obra e seu fonograma e lançar no mercado. Os 19 anos que sou profissional no meio musical me proporcionaram toda essa bagagem, e utilizo isso tanto para os artistas avançados quanto para os iniciantes na carreira. Bora lá gravar?








